Evangelho do Dia – quarta-feira, 15/07/2020

Tempo de leitura: 7 minutos

Evangelho do Dia de quarta-feira, 15 de julho de 2020.

Confira aqui o Evangelho do dia dos Católicos em nosso site. Você também pode receber diariamente a Liturgia do Dia de hoje e também o Salmo do Dia através do nosso portal.

O Evangelho do Dia

Evangelho do Dia

O evangelho é a história de Jesus Cristo e todos os seus princípios. O evangelho é cada um dos quatro principais livros do Novo Testamento. São eles: João, Lucas, Marcos e Mateus.

O evangelho do dia é um trecho de cada um destes livros. O evangelho faz parte da liturgia diária que é a leitura das missas.

O Evangelho do Dia na Igreja Católica

Na liturgia diária, temos o Leitura da Palavra, o Salmo e o Evangelho. Sendo assim, o evangelho do dia é a terceira das três partes que compõe a liturgia diária nas missas.

A palavra “evangelho” é uma das mais conhecidas entre os cristãos, porém, o seu conceito ainda é pouco difundido. Evangelho vem do grego que significa “boas-novas”. Desse modo, evangelizar, é levar a palavra de Jesus Cristo ao mundo.

Reflexão do Evangelho do Dia

A passagem litúrgica de Mt 11: 25-27 representa um ponto de virada no Evangelho de Mateus: Jesus faz as primeiras perguntas sobre a vinda do Reino dos Céus. O primeiro a fazer as primeiras perguntas sobre a identidade de Jesus é João Batista, que, por meio de seus discípulos, faz uma pergunta concreta: “Você é quem está por vir, ou devemos esperar outra pessoa?” (11: 3) Em vez disso, os fariseus, juntamente com os escribas, dirigem palavras de reprovação e julgamento a Jesus: “Veja, seus discípulos estão fazendo algo que é proibido no sábado” (12: 2). Até agora, nos capítulos 1 a 10, a vinda do Reino dos Céus na pessoa de Jesus não parecia encontrar nenhum obstáculo, mas a partir do capítulo 11, encontramos algumas dificuldades concretas. Ou melhor, muitos começam a se posicionar em relação a Jesus: às vezes Ele é “o objeto de escândalo”, de queda (11: 6); “Esta geração”, no sentido dessa descendência humana, não tem uma atitude de aceitação em relação ao Reino que está para chegar; as cidades ao longo do lago não são convertidas (11:20); a respeito do comportamento de Jesus, uma controvérsia verdadeira e apropriada surge (capítulo 12), e assim eles começam a pensar em como matá-lo (12:14). Esse é o clima de desconfiança e de protesto no qual Mateus insere essa passagem.

Agora chegou o momento de se questionar sobre a atividade de Jesus: como interpretar as “obras de Cristo” (11: 2,19)? Como essas ações taumatúrgicas podem ser explicadas (11: 20,21,23)? Tais questões dizem respeito à questão crucial do Messias- namento de Jesus, e julgam não apenas “esta geração”, mas também as cidades ao redor do lago que não se converteram à medida que o Reino dos Céus se aproxima da pessoa de Jesus.

Tornar-se pequeno. A maneira mais eficaz de realizar essa conversão é tornar-se “pequena”. Jesus comunica essa estratégia de “pequenez” em uma oração de ação de graças (11:27), que tem um maravilhoso paralelo no testemunho prestado ao Pai na ocasião do batismo (11:27). Os especialistas adoram chamar essa oração de “hino de regozijo, exultação”. O ritmo da oração de Jesus começa com uma confissão: “Eu te louvo”, “Eu te confesso”. Tais expressões de introdução tornam as palavras de Jesus bastante solenes. A oração de louvor que Jesus recita apresenta as características de uma resposta dirigida ao leitor. Jesus se dirige a Deus com a expressão “Senhor do céu e da terra”, isto é, a Deus como criador e guardião do mundo. No judaísmo, em vez disso, era costume se dirigir a Deus com a invocação “Senhor do mundo”, mas eles não acrescentavam o termo “Pai”, uma característica distintiva da oração de Jesus. A razão do louvor e da revelação de Deus: porque você escondeu …, revelou. O esconderijo se referia às preocupações “sábias e inteligentes” dos escribas e fariseus, completamente fechadas e hostis à vinda do Reino (3: 7 ss; 7:29; 9: 3,11, 34). A revelação é para os pequenos, o termo grego diz “bebês”, aqueles que ainda não podem falar. Assim, Jesus indica o público privilegiado da proclamação do Reino dos Céus como aqueles que não são especialistas na Lei e não são instruídos.

O que são “essas coisas” que são ocultas ou reveladas? O conteúdo desta revelação ou ocultação é Jesus, o Filho de Deus, aquele que revela o Pai. É evidente para o leitor que a revelação de Deus está ligada indissoluvelmente à pessoa de Jesus, à Sua Palavra, às Suas ações messiânicas. Ele é quem permite a revelação de Deus e não a Lei ou os eventos premonitórios do fim dos tempos.

A revelação de Deus do Pai para o Filho. Na última parte do discurso, Jesus faz uma apresentação do eu como aquele a quem tudo foi comunicado pelo Pai. No contexto da vinda do Reino, Jesus tem o papel e a missão de revelar o Pai Celestial em tudo. Nesse papel, Ele recebe a totalidade do poder, do conhecimento e da autoridade para julgar. Para confirmar esse papel tão comprometido, Jesus apela ao testemunho do Pai, o único que possui um conhecimento real de Jesus: “Ninguém conhece o Filho senão o Pai” e vice-versa “e ninguém sabe o Pai, mas o Filho. ” O testemunho do Pai é insubstituível, para que a dignidade única de Jesus como Filho seja compreendida por Seus discípulos. Além disso, a singularidade de Jesus é afirmada na revelação do Pai; o Evangelho de João já havia afirmado isso: “Ninguém nunca viu Deus; é o único Filho, que está próximo ao coração do Pai, que o fez conhecido ”(1:18). Para resumir, o evangelista faz com que seus leitores entendam que a revelação do Pai ocorre através do Filho. Ainda mais: o Filho revela o Pai a quem Ele quer.

Evangelho Narrado

Nas missas, é comum que após a leitura o do evangelho, o celebrante faça um comentário ou reflexão relacionada ao evangelho do dia para os fiéis presentes. Esta reflexão não segue um roteiro ou texto e é feita de forma pessoal pelo celebrante como forma de explicar o evangelho, mas também trazê-lo para os dias atuais do nosso dia a dia.

A História do Evangelho do Dia

A Bíblia Sagrada é composta por quatro evangelhos. Cada um escrito por seus evangelistas São Mateus, São Marcos, São João e São Lucas.

Cada um dos evangelistas tinha um modo particular de escrever e tinham uma narrativa própria, mas apesar disso, os quatro evangelhos se cruzam e se completam numa perfeita simetria.

Os evangelhos narram a história da vida e morte de Jesus Cristo descrevendo todos os fatos pertinentes à sua vida, bem como seus ensinamentos, formando assim a doutrina cristã.

Estes quatro evangelhos foram reconhecidos e legitimados pelo Cristianismo sendo acolhidos como os primeiros livros do Novo Testamento da Bíblia e nomeados de “Evangelhos Canônicos”.

O Evangelho do Dia na Missa

O evangelho é parte integrante da liturgia do dia em todas as missas. O evangelho é único para cada dia do ano, sendo assim, em um determinado dia, o evangelho é o mesmo em qualquer igreja católica no mundo.

Após a leitura do evangelho do dia, o padre ou celebrante presente faz uma reflexão sobre o que foi lido para que se tenha um melhor entendimento dos acontecimentos narrados e nos trazer os ensinamentos de Deus.

O Dever de Evangelizar

Cada cristão na terra tem a missão de evangelizar ou seja, de levar a boa-nova, a palavra de Deus aos quatro cantos da terra. Jesus Cristo é o caminho para a salvação, portanto, evangelizar é salvar.

Como católicos, temos a obrigação não só de ler o evangelho do dia, mas também de levar a palavra para outras pessoas. O objetivo é que o evangelho nos traga ensinamentos mas também que possamos levar estes ensinamentos adiante.

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