Liturgia Diária – quinta-feira, 18/06/2020

Tempo de leitura: 6 minutos

Liturgia diária de quinta-feira, 18 de junho de 2020.

Confira diariamente a Liturgia Diária dos Católicos em nosso site. Primeira Leitura, Evangelho do dia e Salmo. Você também pode acompanhar diariamente o Salmo do Dia aqui no Mundo dos Católicos.

A liturgia diária

Liturgia Diária

Para os católicos, a liturgia é uma forma de renovação do sacrifício de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. A liturgia diária são as lembranças de Jesus e da salvação trazendo para os cristãos uma reflexão que pode ser inserida em suas vidas.

A liturgia diária vem do grego derivado de duas palavras. A primeira “Leito” que significa: público. E a segunda palavra “Ergos” que significa: aquele que faz um trabalho público para o povo. A Liturgia é entendida como uma cerimônia estabelecida previamente segundo a tradição da igreja católica.

A Liturgia Diária na Igreja Católica

Apesar da palavra “liturgia” já ser comum na antiguidade, foi apenas depois dos séculos VIII e IX que a liturgia começou a ser utilizada pela igreja grega e passando a fazer parte da igreja católica alguns séculos depois, or volta de XVI.

A liturgia diária é sempre usada nas missas e existe uma liturgia para cada dia do ano. A liturgia diária é formada por 3 partes: a Leitura, o Salmo e o Evangelho do dia. Em alguns dias, também podem haver duas ou mais Leituras.

Reflexão

A seguir, um trecho de Minha Adoração Católica! livro, capítulo onze, sobre a oração do Senhor:

A oração do Senhor é realmente um resumo de todo o Evangelho. É chamado de “A Oração do Senhor”, porque o próprio Jesus nos deu como uma maneira de nos ensinar a orar. Nesta oração, encontramos sete petições a Deus. Dentro dessas sete petições, encontraremos todo anseio humano e toda expressão de fé encontrada nas Escrituras. Tudo o que precisamos saber sobre a vida e a oração está contido na maravilhosa oração.

O próprio Jesus nos deu essa oração como modelo de toda oração. É bom que repitamos as palavras da Oração do Senhor regularmente em oração vocal. Isso também é feito nos vários sacramentos e na adoração litúrgica. No entanto, fazer esta oração não é suficiente. O objetivo é internalizar todos os aspectos desta oração, para que ela se torne um modelo de nossa petição pessoal a Deus e uma entrega de toda a nossa vida a Ele.

O fundamento da oração

A oração do Senhor começa não com uma petição; antes, começa com o reconhecimento de nossa identidade como filhos do Pai. Este é um fundamento fundamental para que a oração do Senhor seja devidamente orada. Também revela a abordagem fundamental que devemos adotar em toda oração e em toda a vida cristã. A declaração de abertura que antecede as sete petições é a seguinte: “Pai nosso que estás no céu”. Vamos dar uma olhada no que está contido nesta declaração de abertura da Oração do Senhor.

Ousadia Filial: Na Missa, o padre convida o povo a orar a Oração do Senhor, dizendo: “Ao comando do Salvador e formado pelo ensino divino, ousamos dizer …” Essa “ousadia” de nossa parte vem do entendimento fundamental de que Deus é nosso pai. Cada cristão deve ver o Pai como meu Pai. Devemos nos ver como filhos de Deus e abordá-lo com a confiança de uma criança. Uma criança com um pai amoroso não tem medo dele. Em vez disso, as crianças têm a maior confiança de que seus pais as amam, não importa o quê. Mesmo quando pecam, as crianças sabem que ainda são amadas. Este deve ser nosso ponto de partida fundamental para toda oração. Devemos começar com o entendimento de que Deus nos ama, não importa o quê. Com esse entendimento de Deus, teremos toda a confiança necessária para invocá-lo.

Abba: Chamar Deus de “Pai” ou, mais especificamente, “Abba” significa que clamamos a Deus da maneira mais pessoal e íntima. “Abba” é um termo carinhoso para o Pai. Isso mostra que Deus não é apenas o Todo-Poderoso ou o Todo-Poderoso. Deus é muito mais. Deus é meu pai amoroso e eu sou o filho ou filha amada do pai.

Pai “Nosso”: Chamar Deus de “nosso” Pai expressa um relacionamento inteiramente novo como resultado da Nova Aliança que foi estabelecida no sangue de Cristo Jesus. Esse novo relacionamento é aquele em que agora somos o povo de Deus e Ele é nosso Deus. É uma troca de pessoas e, portanto, profundamente pessoal. Esse novo relacionamento nada mais é do que um presente de Deus ao qual não temos direito. Não temos o direito de chamar Deus de Pai. É uma graça e um presente.

Essa graça também revela nossa profunda unidade para Jesus como o Filho de Deus. Só podemos chamar Deus de “Pai” na medida em que somos um com Jesus. Sua humanidade nos une a Ele e agora compartilhamos um vínculo profundo com Ele.

Chamar Deus de “nosso” Pai também revela a união que compartilhamos uns com os outros. Todos os que chamam Deus de Pai dessa maneira íntima são irmãos e irmãs em Cristo. Nós, portanto, não estamos apenas profundamente conectados; nós também somos capacitados a adorar a Deus juntos. Nesse caso, o individualismo é deixado para trás em troca da unidade fraterna. Somos membros dessa única família divina como um presente glorioso de Deus.

Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade na terra, como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão diário e perdoa-nos as nossas transgressões, assim como perdoamos os que nos transgridem, e não nos levam à tentação, mas livram-nos do mal. Jesus eu confio em vós.

Liturgia Diária com Reflexão

Além da liturgia diária, é comum que nas missas o padre ou celebrante na ocasião, faça uma reflexão das palavras do evangelho do dia. Esta reflexão é feita em geral por livre interpretação, não seguindo um texto pré-definido.

A História da Liturgia Diária

O ponto principal da liturgia é o Mistério Pascal, descrevendo a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo e a sua ascensão ao céus, ao reino de Deus.

Até meados do século XVI não havia para a liturgia diária uma padronização ou norma que caracterizava a sua obrigatoriedade, no entanto, foram Pio V e Clemente III que a implementaram. E posteriormente, através do Concílio Vaticano II onde a Liturgia teve a sua mais recente atualização, trazendo mais relevância à Sagrada Escritura na liturgia da palavra.

A Liturgia Diária na Missa

A liturgia faz parte de toda missa celebrada pela Igreja Católica. A liturgia diária é única para cada dia do ano, portanto, naquele dia determinado, todas as igrejas católicas se fazem da mesma leitura.

Utilizada nas missas, a liturgia também pode ser utilizada em outras celebrações. E também pode ser usada em outros momentos como em Grupos de Orações ou para meditar a Palavra do Dia.

E apesar da igreja celebrar o Mistério de Cristo durante todos os dias do ano, o ponto central é o domingo. É neste dia que os católicos devem ir obrigatoriamente à missa como forma de cumprir um dos Cinco Mandamentos da Igreja Católica.

Dessa forma, a liturgia diária é a ação do povo de Deus em uniformidade. Durante a celebração da missa, a liturgia diária pode ser praticada através de gestos, sinais ou palavras.

A Liturgia nos dias de hoje

A Liturgia diária é vista por muitos como sendo um rito que trás uma certa formalização da missa, mas o verdadeiro significado é exatamente o contrário. A liturgia vem para fazer com que os cristãos reflitam as palavras e busquem trazê-las para a sua vida e para os seu dia a dia como forma de viver a Palavra de Deus não apenas na missa mas também na vida cotidiana.

A liturgia vem mostrar o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A liturgia vem nos trazer orientações de como devemos pensar e agir conforme a Palavra de Deus.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.