Liturgia Diária – sábado, 27/06/2020

Tempo de leitura: 5 minutos

Liturgia diária de sábado, 27 de junho de 2020.

Confira diariamente a Liturgia Diária dos Católicos em nosso site. Primeira Leitura, Evangelho do dia e Salmo. Você também pode acompanhar diariamente o Salmo do Dia aqui no Mundo dos Católicos.

A liturgia diária

Liturgia Diária

Para os católicos, a liturgia é uma forma de renovação do sacrifício de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. A liturgia diária são as lembranças de Jesus e da salvação trazendo para os cristãos uma reflexão que pode ser inserida em suas vidas.

A liturgia diária vem do grego derivado de duas palavras. A primeira “Leito” que significa: público. E a segunda palavra “Ergos” que significa: aquele que faz um trabalho público para o povo. A Liturgia é entendida como uma cerimônia estabelecida previamente segundo a tradição da igreja católica.

A Liturgia Diária na Igreja Católica

Apesar da palavra “liturgia” já ser comum na antiguidade, foi apenas depois dos séculos VIII e IX que a liturgia começou a ser utilizada pela igreja grega e passando a fazer parte da igreja católica alguns séculos depois, or volta de XVI.

A liturgia diária é sempre usada nas missas e existe uma liturgia para cada dia do ano. A liturgia diária é formada por 3 partes: a Leitura, o Salmo e o Evangelho do dia. Em alguns dias, também podem haver duas ou mais Leituras.

Reflexão

Essa frase familiar é repetida toda vez que nos preparamos para ir à Santa Comunhão. É uma declaração de grande humildade e confiança do Centurião Romano, que pediu a Jesus para curar seu servo à distância.

Jesus está impressionado com a fé deste homem, afirmando que “em ninguém em Israel encontrei essa fé”. Vale a pena considerar a fé desse homem como modelo para nossa própria fé.

Primeiro, vamos olhar para sua humildade. O centurião reconhece que ele “não é digno” de ter Jesus vindo para sua casa. Isso é verdade. Nenhum de nós é digno de uma graça tão grande. O lar a que isso se refere espiritualmente é a nossa alma. Não somos dignos de Jesus vir para nossas almas, a fim de habitar ali. No início, isso pode ser difícil de aceitar. Realmente não somos dignos disso? Bem, não, nós não somos. Isso é apenas o fato.

É importante saber que esse é o caso para que, nessa humilde realização, também possamos reconhecer que Jesus escolhe vir a nós de qualquer maneira. Reconhecer nossa indignidade não deve fazer outra coisa senão nos encher de gratidão pelo fato de Jesus vir a nós nesse estado humilde. Este homem foi justificado no sentido de que Deus derramou Sua graça sobre ele por sua humildade.

Ele também tinha grande confiança em Jesus. E o fato de o centurião saber que ele não era digno de tal graça torna sua confiança ainda mais sagrada. É sagrado o fato de que ele sabia que não era digno, mas também sabia que Jesus o amava de qualquer maneira e desejava ir até ele e curar seu servo.

Isso nos mostra que nossa confiança em Jesus não deve se basear no fato de termos ou não o direito de Sua presença em nossas vidas, mas nos mostra que nossa confiança se baseia no conhecimento de Sua infinita misericórdia e compaixão. Quando vemos essa misericórdia e compaixão, estaremos em posição de buscá-la. Novamente, fazemos isso não porque temos direito a isso; pelo contrário, fazemos porque é isso que Jesus quer. Ele quer que procuremos a Sua misericórdia, apesar da nossa indignidade.

Reflita hoje sobre sua própria humildade e confiança. Você pode fazer esta oração com a mesma fé que o centurião? Deixe que ele seja um modelo para você, especialmente toda vez que você se preparar para receber Jesus “debaixo do seu teto” na Sagrada Comunhão.

Senhor, eu não sou digno de você. Não sou digno de recebê-lo em comunhão. Ajude-me a humildemente reconhecer esse fato e, nessa humildade, ajude-me a também reconhecer o fato de que você deseja vir a mim de qualquer maneira. Jesus eu confio em vós.

Liturgia Diária com Reflexão

Além da liturgia diária, é comum que nas missas o padre ou celebrante na ocasião, faça uma reflexão das palavras do evangelho do dia. Esta reflexão é feita em geral por livre interpretação, não seguindo um texto pré-definido.

A História da Liturgia Diária

O ponto principal da liturgia é o Mistério Pascal, descrevendo a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo e a sua ascensão ao céus, ao reino de Deus.

Até meados do século XVI não havia para a liturgia diária uma padronização ou norma que caracterizava a sua obrigatoriedade, no entanto, foram Pio V e Clemente III que a implementaram. E posteriormente, através do Concílio Vaticano II onde a Liturgia teve a sua mais recente atualização, trazendo mais relevância à Sagrada Escritura na liturgia da palavra.

A Liturgia Diária na Missa

A liturgia faz parte de toda missa celebrada pela Igreja Católica. A liturgia diária é única para cada dia do ano, portanto, naquele dia determinado, todas as igrejas católicas se fazem da mesma leitura.

Utilizada nas missas, a liturgia também pode ser utilizada em outras celebrações. E também pode ser usada em outros momentos como em Grupos de Orações ou para meditar a Palavra do Dia.

E apesar da igreja celebrar o Mistério de Cristo durante todos os dias do ano, o ponto central é o domingo. É neste dia que os católicos devem ir obrigatoriamente à missa como forma de cumprir um dos Cinco Mandamentos da Igreja Católica.

Dessa forma, a liturgia diária é a ação do povo de Deus em uniformidade. Durante a celebração da missa, a liturgia diária pode ser praticada através de gestos, sinais ou palavras.

A Liturgia nos dias de hoje

A Liturgia diária é vista por muitos como sendo um rito que trás uma certa formalização da missa, mas o verdadeiro significado é exatamente o contrário. A liturgia vem para fazer com que os cristãos reflitam as palavras e busquem trazê-las para a sua vida e para os seu dia a dia como forma de viver a Palavra de Deus não apenas na missa mas também na vida cotidiana.

A liturgia vem mostrar o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A liturgia vem nos trazer orientações de como devemos pensar e agir conforme a Palavra de Deus.

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